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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

CONHEÇA A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA


INTRODUÇÃO
Em 3 de Julho 1977, ocorreu algo que mudaria o cenário da medicina moderna, embora mal tenha sido notado fora do comunidade de pesquisas médicas: foi feito o primeiro exame de ressonância magnética em um ser humano.
Foram necessárias quase cinco horas para produzir uma imagem. E se comparamos com os padrões actuais, as imagens eram bem feias. Dr. Raymond Damadian, médico e cientista, e seus colegas Dr. Larry Minkoff e Dr. Michael Goldsmith trabalharam durante sete longos anos para chegar a esse ponto. Eles chamaram a primeira máquina de "Indomável". numa forma de captar o espírito de sua luta para fazer o que todos diziam ser impossível.
Agora, essa máquina se encontra na Smithsonian Institution [Instituto Smithsonian]. Até 1982, havia poucos aparelhos de ressonância magnética nos EUA. Hoje, há milhares. Hoje podemos gerar em segundos as imagens que levavam horas antigamente.
A tecnologia deste exame é bastante complicada e nem todos a compreendem bem. Neste artigo, você vai aprender como funciona uma dessas grandes e barulhentas maquinas de ressonância magnética. O que acontece com o seu corpo enquanto você está na máquina? O que você pode ver com ela e por que tem de ficar tão imóvel durante o exame? Você vai encontrar as respostas para essas e muitas outras perguntas.
O CONCEITO BÁSICO
Se você já viu um aparelho de ressonância magnética, deve saber que o design básico da maioria deles é quase um cubo gigante. O cubo de um aparelho comum deve ter 2 metros de altura x 2 de largura x 3 de comprimento, embora os modelos mais novos estejam ficando cada vez menores. há um cubo horizontal que atravessa o magneto. [imã] da parte dianteira até a traseira Esse tubo é uma espécie de vão do magnético.
O paciente, deitado de costas, desliza para dentro do vão por maio de uma mesa especial. O que vai determinar se o paciente vai entrar primeiro com a cabeça ou com os pés, ou até onde o magneto irá, é o tipo de exame que será realizado. embora os aparelhos venham em tamanhos e formatos diferentes, e os novos modelos possam ter uma certa abertura nas laterais, o design básico é o mesmo. Assim que a parte do corpo que deve ser examinado atinge o centro exacto ou isocentro do campo magnético, o exame começa.
Em conjunto com os pulsos de energia das ondas de rádio, o aparelho pode seleccionar um ponto bem pequeno dentro do corpo do paciente e perguntar a ele, "Que tipo de tecido você é?" O ponto pode ser um cubo com lados de meio milímetro. O aparelho de ressonância percorre cada ponto do corpo do paciente, construindo um mapa em 2-D ou 3-D dos tipos de tecidos. então, ele junta todas as informações para criar imagens em 2-D ou modelos em 3-D.
Mas na verdade é que esse exame fornece uma visão sem igual do interior do corpo humano. O nível de detalhes que podemos ver é extraordinário quando comparado com qualquer outro tipo de exame de imagens. A ressonância magnética é o método preferido para o diagnóstico de muitos tipos de traumas e doenças devido à sua incrível capacidade de personalizar o exame de acordo com o problema médico específico. Ao modificar os parâmetros dos exames, o aparelho de ressonância pode fazer com que tecidos do corpo apareçam de maneiras diferentes. E isso é muito útil para que o radiologista [que lê o exame] determine se algo é normal ou não.
Se sabemos que ao fazer "A", o tecido normal terá a aparência "B", e se isso não acontecer, pode haver alguma anomalia. Os sistemas de ressonância magnética também podem fazer imagens do sangue circulando em praticamente qualquer parte do corpo. Isso nos permite realizar estudos que mostram o sistema arterial do corpo sem mostrar o tecido ao seu redor. E o que é mais imprecionante, em muitos casos, o aparelho consegue fazer isso sem injecção de contraste, que é necessário na radiologia vascular.
VERIFICAÇÃO DE SEGURANÇA
  • Antes que um paciente ou membro da equipe entre na sala onde está o equipamento, ele passa por uma verificação completa em busca de objectos de metal. Até esse ponto, nós só falamos sobre os objectos externos. Mas muitas vezes, pacientes têm implantes que fazem com que seja muito perigoso ficar na presença de um campo magnético forte. Fragmento metálicos no olho são muito perigosos porque um movimento desses fragmentos poderia causar danos ao olho ou até mesmo cegueira. Seus olhos não cicatrizam como o resto do seu corpo.
Um fragmento de metal no seu olho que já está lá há 25 anos é tão perigoso hoje como era antes, porque não há´tecido de cicatrização para mantê-lo no lugar. E pessoas com marca-passos não podem usar esse aparelho ou mesmo chegar perto dele, pois o magneto pode impedir o funcionamento correto do dispositivo cardíaco. O magneto também pode mover os clipes de aneurisma colocados no cérebro , fazendo com que eles rasguem a artéria em que foram colocados. E também há implantes dentários que são magnéticos. Já a maior parte dos implantes ortopédicos, mesmo que sejam ferromagnéticos, não causam problemas por serem encravados no osso. Mesmo os grampos de metal na maioria das partes dos corpos não apresentam problema nenhum, já que após ficarem em um paciente por algumas semanas [normalmente seis semanas], os tecidos de cicatrização se formam para mantê-los no lugar. Pacientes com implantes ou objectos metálicos dentro do corpo são analizados para ter certeza de que a tomografia é segura para eles. Alguns pacientes não podem utilizar o equipamento de tomografia porque os ricos são grandes demais. Quando isso acontece, sempre há um método de exame alternativo que pode ajudá-los.
IMAGENS DO CÉREBRO USANDO
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Essas imagens comparam um indivíduo jovem [esquerda] com um homem atlético com cerca de 80 anos [centro] e uma pessoa da mesma idade com mal de Alzheimer [direita], todas feitas no mesmo nível.
Não há ricos biológicos conhecidos para quem é exposto a campos magnéticos utilizados na medicina moderna hoje em dia. Mas a maior parte das clínicas e hospitais prefere não fazer exames em mulheres grávidas. Isto se deve ao fato de que não foram feitas muitas pesquisas sobre os efeito biológicos em fetos em desenvolvimento. O primeiro trimestre de uma gravidez é o mais crítico por ser o momento em que a reprodução e divisão celular ocorrem com maior rapidez. Mas a decisão de fazer ou não fazer o exame em mulheres grávidas é tomada em cada caso com uma conversa entre o radiologista e o obstetra da paciente. O benefício de realizar o exame deve ser maior do que o risco para a mãe e para o feto, por menor que ele seja. Mas as técnicas que estão grávidas e trabalham com aparelho de ressonância magnética podem continuar a trabalhar quase que normalmente. A única diferença na maioria dos casos é que elas simplesmente ficam fora da sala de exame durante a gravidez.