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terça-feira, 24 de agosto de 2010

RADIAÇÃO X DOENÇA

A radiação pode ter baixa energia ou alta energia.
Se tiver alta energia pode, ao penetrar nosso organismo, arrancar os eléctrons das últimas camadas dos átomos que constituem nosso corpo
.
Estes eléctrons são os responsáveis pelas ligações químicas. Se estes eléctrons são arrancados, o átomo se transforma no íon, ou seja, uma partícula com carga, capaz de reagir com outros átomos ou moléculas.
Quando se tratar de tal radiação, chamamo-la de radiação ionizante. Vamos supor que tal radiação atingisse as moléculas de DNA de nossas células. Conforme o grau de exposição à radiação [pouco tempo de exposição, tempo médio e tempo em excesso, com alta ou baixa intensidade], algumas coisas poderiam acontecer.
1] a célula poderia simplesmente morrer [isto aconteceria com grande intensidade de radiação e considerável tempo de exposição , princípio básico da radioterapia],
2] a célula poderia continuar viva mas perderia sua capacidade funcional, sendo, após algum tempo, organicamente eliminada,
3] a radiação danificaria a célula, mas esta seria reparada, consertada,ou o pior, 4] o núcleo da célula seria lesado, sem que a célula morresse e nem perdesse sua capacidade de reproduzir. Desta forma, a célula se reproduziria na sua forma modificada [mutação genética], podendo-se diagnósticar, anos mais tarde, células malignas na região onde incidiu-se a radiação ou em outra parte do corpo.
O tratamento com radioterapia segue o primeiro caso citado no último parágrafo.
Como se pode ver, a radiação pode ser tanto nociva quanto benéfica. Basta usá-la correctamente. Mas não se preocupe. Somente uma exposição muito prolongada de radiação pode causar tal dano.
Ademais, metade da radiação a que estamos expostos provém de fontes naturais enquanto a outra metade é produzida por nós mesmos. Alguns conselhos práticos: não fique com medo do médico quando ele lhe disser que você deve fazer radiografia, e nem assista à televisão muito de perto: os tubos geradores de imagem da televisão trabalham com alta voltagem e eléctrons, portanto o aparelho televisor também gera raio-x.
Luiz Fernando Silva TR



SAÚDE E RAIOS-X


Muito provavelmente você já utilizou os raios-x ou, ao menos, já ouviu algo sobre eles. Pois é, os raios-x são famosos. Mais de onde ver essa fama? O que eles possuem de tão extraordinário para ser famosos? É isso que discutiremos.
Os raios-x foram acidentalmente descoberto em 1895 por Willhelm Konrad Roentgen [1845-1923], físico alemão, enquanto estudava um fenómeno de luminescência, fenómeno este em grande estudo na época. Roentgen usou a denominação raio-x por não conhecer a natureza das radiações que havia descoberto. Hoje, sabe-se que os raios-x são uma radiação eletromagnética de energia, dezenas de milhares de vezes maior que a da luz visível.
Tudo bem, mas o que é radiação eletromagnética?. Radiação eletromagnética é a energia transportada por um campo eletromagnético, que se propaga em forma de ondas eletromagnéticas. Os campos eléctrico e magnético, ao se programarem no espaço, geram-se mutuamente e transportam energia sob a forma de radiação eletromagnética. A luz visível também é radiação eletromagnética . A única diferença entre a luz e os raios-x, é que a luz tem uma faixa de frequência específica que os nossos olhos conseguem perceber, através de células especializadas localizada na retina, o que os possibilita vê-la. Os raios-x tem uma faixa de frequência muito maior, que fica fora do nosso limite de visão. O calor, as ondas de rádio e as microondas [aquelas mesmas que você usa para aquecer os alimentos] também são radiação eletromagnética.
Pois bem , voltando ao raio-x, como será que eles são produzidos nos laboratórios e nos equipamentos de medicina especializados em raio-x?. Eles podem ser encontrados no sol, nas galáxias e m alguns planetas, em laboratórios: são produzidos por enormes diferenças de potencial [também conhecida como voltagem ou tensão], da ordem de milhares de volts. Tudo começa com um dispositivo semelhante a uma lâmpada incandescente: uma pequena corrente eléctrica aquece um filamento de tungsténio, metal muito difícil de derreter. Este aquecimento libera elétrons do metal [efeito termoiônico]. Pois bem, estes elétrons são acelerados, devido á diferença de potencial, contra uma placa de cobre, por exemplo. O filamento de tunstênio é ligado ao terminal negativo de um potente transformador, enquanto que a placa de cobre é ligado ao terminal positivo. Quando o transformador é posto em funcionamento, a placa de cobre fica carregada posititivamente e, como as cargas de sinais contrários se atraem, sendo os elétrons cargas negativas, estes deslocados em grande velocidade [cerca de metade da velocidade da luz] ao encontro da placa de cobre. Ao se chocarem contra a placa são obrigados a parar bruscamente, sofrendo uma tremenda desaceleração. Toda carga eléctrica [no nosso caso, os elétrons] ao sofrerem aceleração ou desaceleração, geram energia eletromagnética. Ao se chocarem contra a placa de cobre, toda a sua energia de movimento se converte em radiação [princípio de conservação da energia], que se manifesta em forma de raio-x. Viram que processo legal? Mais e agora, como é que conseguimos ver nossos ossos estampados numa chapa fotográfica?
Como foi dito no início do texto, os raios-x tem grande frequência. quanto maior a frequência de onda eletromagnética, menor será seu comprimento de onda. Além do mais, o comprimento de onda dos raios-x possuem, praticamente, o mesmo tamanho dos átomos, e nosso corpo é feito de átomos. Muito bem, sendo do mesmo tamanho eles conseguem penetrar e, devido à grande energia que possuem, conseguem penetrar fundo no tecido humano, tanto quanto o animal e o vegetal. Os ossos são revelados pois possuem uma densidade [relação da massa do osso pelo volume que ele ocupa] muito maior do que a densidade dos músculos. Assim, os raios-x são totalmente, bloqueados pelos ossos. Depois de atravessar nossa carne, chegam à chapa fotográfica, iniciando uma reacção química entre determinados compostos químicos fotossensíveis [sensíveis à luz]. Estes compostos reagem entre si quando são banhados pelos raios-x. Na fase de revelação, as regiões que não foram banhadas pelos raios-x apresentam-se claras e as partes que foram "iluminadas' pelos raios-x apresentam-se escuras [ou transparentes]. Assim são produzidas as chapas radiográficas, ou radiografias.
Será só a medicina a única aplicação dos raios-x? A resposta é não! Como vimos, os raios-x são importantes na astronomia. Também são importantes na química. Por volta de 1913, Henry G. J. Moseley, descobriu que os raios-x se manifestam de formas diferentes quando incidiam em materiais de diferentes elementos químicos. Foi assim que ele não só põe em ordem a tabela periódica dos elementos químicos, que à época ainda não estava completa nem organizada, como também descobriu novos elementos.

VEJA NA MATÉRIA ABAIXO, A IMPORTÂNCIA DE UM SÍMPLES EXAME DE RAIO-X


  • Um polonês que mora na cidade alemã de Herne foi atingido na parte de trás de sua cabeça por uma bala calibre 22 há cinco anos e só descobriu ao procurar um médico para avaliar o que seria aquele "caroço" sob sua pele.
De acordo com a polícia alemã, o homem relatou que estava na rua bebendo e festejando o ano novo quando sentiu um golpe na cabeça, cinco anos atrás, mas não percebeu que era um tiro e não procurou assistência médica na ocasião.
O caso foi descoberto quando o polonês, hoje com 35 anos de idade, procurou um médico após perceber o "caroço" na parte de trás da cabeça. um exame de RAIO-X mostrou um objecto sob a pele, e os médicos retiraram o projéctil, que não chegou a atingir o crânio.
A hipótese da polícia é que se trata de uma bala perdida, disparada durante as comemorações do Réveillon
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*Com informações da AP